Relatório de dados · Atualizado em outubro de 2026

Raiva no Brasil: casos humanos por ano e por animal transmissor, raiva em cães e gatos, vacinação antirrábica e atendimentos após mordidas

A raiva humana ficou rara no Brasil, mas não acabou. Foram 4 casos em 2025 e 1 até junho de 2026, todos mortais. Nenhum veio da variante do vírus típica de cães, que não aparece em pessoas desde 2015; hoje morcegos e saguis transmitem a maior parte dos casos. Em 2025 o SUS registrou 858.429 atendimentos antirrábicos, três em cada quatro depois de agressão por cachorro. A campanha de vacinação de cães alcançou 77,6% de cobertura, abaixo da meta de 80%.

Cachorro vira-lata marrom sentado numa calçada de pedra portuguesa numa rua residencial com casas coloridas e uma palmeira
Imagem ilustrativa. Os dados e os gráficos vêm das fontes citadas neste relatório.
858.429
atendimentos antirrábicos humanos notificados no Sinan em 2025, 75% deles após agressão por cachorro
4
casos de raiva humana no Brasil em 2025, todos transmitidos por macacos
2015
ano do último caso humano com variante do vírus típica de cães, em Corumbá (MS)
13
cães com raiva confirmada no Brasil em 2025, contra 635 em 2002
77,6%
cobertura da campanha nacional de vacinação antirrábica de cães em 2025; a meta é 80%

Pela equipe editorial do dogeats.in · Publicado em 16 de outubro de 2026 · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · Uso livre com crédito (CC BY 4.0)

68 estatísticas · 6 fontes · 6 gráficos · 4 tabelas · cada número conferido na fonte

Principais conclusões

  1. O Brasil registrou 4 casos de raiva humana em 2025 e 1 até junho de 2026, segundo o Ministério da Saúde.
  2. Em 1990 foram 73 casos de raiva humana; desde 2007 o país não passa de 11 casos por ano.
  3. Os últimos casos humanos com variante do vírus típica de cães foram em 2013, no Maranhão e no Piauí, e em 2015, em Mato Grosso do Sul.
  4. De 2010 a junho de 2026 houve 54 casos de raiva humana: 22 por morcegos, 11 por macacos, 10 por cães e 4 por gatos.
  5. Os 4 casos de 2025 foram transmitidos por primatas não humanos, três deles com a variante do vírus de sagui.
  6. A raiva confirmada em cães caiu de 635 casos em 2002 para 13 em 2025, segundo o Ministério da Saúde.
  7. Em 2015 um surto com a variante canina AgV1 em Corumbá e Ladário, na fronteira com a Bolívia, somou 71 cães com raiva.
  8. O SUS notificou 858.429 atendimentos antirrábicos em 2025, 37,8% a mais que os 622.947 de 2015.
  9. Cachorros causaram 647.080 dos atendimentos de 2025, gatos 162.424 e morcegos 13.071.
  10. A campanha de vacinação antirrábica de cães teve cobertura de 77,6% em 2025, em 23 unidades da federação.

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Infográfico: Raiva no Brasil: casos humanos por ano e por animal transmissor, raiva em cães e gatos, vacinação antirrábica e atendimentos após mordidas
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Principais conclusões: Raiva no Brasil: casos humanos por ano e por animal transmissor, raiva em cães e gatos, vacinação antirrábica e atendimentos após mordidas
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Ainda existe raiva no Brasil?

Sim. O Brasil registrou 4 casos de raiva humana em 2025 e 1 até junho de 2026, segundo o Ministério da Saúde. Nenhum deles foi causado pela variante do vírus típica de cães.

Em 1990 foram 73 casos humanos, e em 2005 ainda houve 44, a maioria no Maranhão e no Pará. Desde 2007 o país não passou de 11 casos por ano. O ano com mais casos recentes foi 2018, com 11, dez deles num surto transmitido por morcegos em Melgaço, no Pará. Em 2014 não houve nenhum caso.

O Ministério da Saúde diz que o Brasil está há 10 anos sem raiva humana transmitida por cães com variante canina. É mais que o prazo de 5 anos exigido pela OMS para declarar uma área livre. O país se comprometeu a buscar a validação da OPAS e da OMS até 2026. A doença continua circulando em morcegos, saguis, raposas e outros animais silvestres.

Casos de raiva humana no Brasil por ano, 1990 a 2025
Casos de raiva humana no Brasil por ano, 1990 a 20251990: 73; 1991: 70; 1992: 60; 1993: 50; 1994: 22; 1995: 31; 1996: 25; 1997: 25; 1998: 29; 1999: 26; 2000: 26; 2001: 21; 2002: 10; 2003: 17; 2004: 30; 2005: 44; 2006: 9; 2007: 1; 2008: 3; 2009: 2; 2010: 3; 2011: 2; 2012: 5; 2013: 5; 2014: 0; 2015: 2; 2016: 2; 2017: 6; 2018: 11; 2019: 1; 2020: 2; 2021: 1; 2022: 5; 2023: 2; 2024: 2; 2025: 40204060801990731992199419961998200020022004200620082010201220140201620182020202220244casos

Fonte: Ministério da Saúde, SVSA, Tabela 4: Número de casos de raiva humana por região e UF, Brasil, 1990 a 2026 (atualizada em 11/06/2026). Em 2026 houve 1 caso até 11/06.

Ver os números
Labelcasos
199073
199170
199260
199350
199422
199531
199625
199725
199829
199926
200026
200121
200210
200317
200430
200544
20069
20071
20083
20092
20103
20112
20125
20135
20140
20152
20162
20176
201811
20191
20202
20211
20225
20232
20242
20254
Incorporar este gráfico
A raiva tem letalidade de quase 100%. Na história do Brasil, só dois pacientes sobreviveram, segundo o Ministério da Saúde: o primeiro em 2008, em Pernambuco, e o segundo em 2017, no Amazonas.

Quantos casos de raiva humana tem por ano no Brasil?

O Brasil teve de 0 a 11 casos de raiva humana por ano de 2010 a 2025, num total de 54 de 2010 a junho de 2026. A média recente é baixa: 2 casos em 2023, 2 em 2024 e 4 em 2025.

Os casos se espalham pelo país, mas o Nordeste teve pelo menos um caso em 12 dos 16 anos de 2010 a 2025. Os casos de 2023 a 2026 ocorreram em Minas Gerais, Ceará, Piauí, Tocantins, Pernambuco, Paraíba e Amapá.

Casos de raiva humana no Brasil por ano, estado e animal agressor, 2015 a 2026
AnoCasosEstadosAnimal agressor e variante
20152Mato Grosso do Sul, ParaíbaCão (AgV1, variante canina); gato (AgV3)
20162Ceará, RoraimaMorcego; gato (AgV3)
20176Amazonas (3), Bahia, Pernambuco, TocantinsMorcegos (5) e gato (1), todos AgV3
201811Pará (10), São PauloMorcegos; 10 casos no surto de Melgaço
20191Santa CatarinaGato (AgV3)
20202Rio de Janeiro, ParaíbaMorcego (AgV3); raposa
20211MaranhãoRaposa (variante de canídeo silvestre)
20225Minas Gerais (4), Distrito FederalMorcegos e animais não identificados, todos AgV3
20232Minas Gerais, CearáBovino (AgV3); macaco (variante de sagui)
20242Piauí, TocantinsMacaco (variante de sagui); cão com variante de morcego (AgV3)
20254Pernambuco, Ceará, Paraíba, AmapáMacacos (3 com variante de sagui, 1 AgV3)
2026 (até 11/06)1PiauíMacaco, variante em análise

Quem transmite raiva no Brasil hoje?

O morcego é hoje a principal fonte de raiva humana no Brasil: foram 22 dos 54 casos de 2010 a junho de 2026, segundo a tabela do Ministério da Saúde. Macacos, quase sempre saguis, transmitiram 11, cães 10 e gatos 4.

O perfil mudou nos últimos anos. De 2023 a junho de 2026, 7 dos 9 casos humanos foram transmitidos por primatas não humanos, a maioria com a variante do vírus de sagui, no Nordeste. Os casos por cão concentram-se de 2010 a 2015, e o único posterior, em 2024 no Tocantins, tinha a variante de morcego.

O gato merece atenção. Por caçar, ele se expõe a morcegos e pode levar variantes silvestres do vírus para dentro de casa, alerta o Ministério da Saúde. Além disso, a vacinação de gatos é mais baixa que a de cães.

Casos de raiva humana por espécie do animal agressor, Brasil, 2010 a junho de 2026

Fonte: Ministério da Saúde, SVSA, Tabela 2: Casos de raiva humana por espécie animal agressora, Brasil, 2010 a 2026 (atualizada em 11/06/2026).

Ver os números
Labelcasos
Morcego22
Macaco11
Cão10
Gato4
Raposa2
Bovino1
Ignorado4
Incorporar este gráfico

O texto da página do ministério cita números um pouco diferentes da tabela (23 por morcegos, 12 por primatas e 5 por felinos, além de 1 caso por cervídeo). Usamos a tabela, que soma os 54 casos ano a ano.

Quantos cachorros têm raiva no Brasil?

O Brasil confirmou 13 casos de raiva em cães em 2025 e 6 até junho de 2026, contra 635 em 2002, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025 houve também 8 casos em gatos.

O pico recente foi 2015, com 83 cães. A causa foi um surto da variante canina AgV1 em Corumbá (57 cães) e Ladário (14), em Mato Grosso do Sul, na fronteira com a Bolívia. O último cão com a variante AgV1 foi registrado em 2016, em Mato Grosso do Sul, e o último com a AgV2, em 2019, no Maranhão.

Os cães de hoje pegam raiva sobretudo de animais silvestres. Segundo o ministério, 34,6% das amostras positivas em cães tinham variante de canídeos silvestres, como raposas, principalmente no Nordeste, e 14,7% variante de morcego. No cão e no gato, o vírus aparece na saliva de 2 a 5 dias antes dos sinais. O animal morre em média 5 a 7 dias depois que eles surgem.

Casos de raiva confirmados em cães e gatos no Brasil por ano, 2015 a 2025
CãesGatos

Fonte: Ministério da Saúde, SVSA, Tabela 1 (raiva canina) e Tabela 2 (raiva felina) por UF e município, 2015 a 2026 (atualizadas em 11/06/2026). Inclui todas as variantes do vírus.

Ver os números
LabelCãesGatos
2015837
2016118
2017144
2018142
2019159
2020123
2021129
202279
202392
2024150
2025138
Incorporar este gráfico

O gráfico da página de cobertura vacinal do ministério mostra 12 cães em 2016 e 13 em 2018, enquanto a tabela por município soma 11 e 14. Usamos a tabela.

Vacina antirrábica para cachorro é obrigatória e gratuita?

A vacina antirrábica para cães e gatos é oferecida pelo poder público em campanhas anuais em 23 unidades da federação. A cobertura nacional em cães foi de 77,6% em 2025, abaixo da meta de vacinar 80% da população canina estimada. O Ministério da Saúde recomenda vacinar cães e gatos todo ano.

Quatro estados do Sul e do Sudeste não fazem campanha em massa. Santa Catarina e Rio Grande do Sul pararam em 1995, e o Paraná manteve campanhas só em municípios da fronteira com o Paraguai até 2015. São Paulo suspendeu as campanhas em 2021, pela Deliberação CIB nº 169. Em 2019 a campanha foi restrita às áreas de maior risco, e a cobertura registrada foi de 51,2%.

As campanhas fazem parte do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva, criado em 1973, e são executadas pelas prefeituras. No Rio de Janeiro, a primeira de cinco etapas da campanha de 2026 teve 125 postos gratuitos, segundo o Correio da Manhã. A vacina era aplicada em cães e gatos a partir de três meses. A cidade vacinou 378.825 animais em 2025. Este relatório não encontrou uma lei federal que obrigue todo tutor a vacinar o cão; regras de obrigatoriedade, quando existem, são municipais ou estaduais.

Agente de saúde aplica vacina num cachorro vira-lata marrom seguro na guia pelo tutor, numa praça arborizada
A campanha antirrábica de cães alcançou 77,6% de cobertura em 2025; a meta é 80%. Imagem ilustrativa.
Cobertura vacinal da campanha nacional de vacinação antirrábica de cães, Brasil, 2015 a 2025 (%)
Cobertura vacinal da campanha nacional de vacinação antirrábica de cães, Brasil, 2015 a 2025 (%)2015: 52,4%; 2016: 69,7%; 2017: 74,9%; 2018: 82,2%; 2019: 51,2%; 2020: 66,2%; 2021: 70,6%; 2022: 79,8%; 2023: 78,2%; 2024: 75,3%; 2025: 77,6%0255075100201552,4%20162017201882,2%201951,2%20202021202220232024202577,6%%

Fonte: Ministério da Saúde, SVSA, gráfico Casos de raiva canina e cobertura vacinal na campanha nacional, 2015 a 2026 (atualizado em 11/06/2026). Em 2019 a campanha foi restrita às áreas de maior risco. O texto da mesma página arredonda a cobertura de 2025 para 78%.

Ver os números
Label%
201552,4%
201669,7%
201774,9%
201882,2%
201951,2%
202066,2%
202170,6%
202279,8%
202378,2%
202475,3%
202577,6%
Incorporar este gráfico

Quem cuida de cães comunitários pode levá-los às campanhas da prefeitura. Para ganhar a confiança deles, ofereça comida segura e simples, como frango cozido, arroz branco ou ovo cozido, e nunca osso de frango cozido.

O que fazer após mordida de cachorro?

Lave a ferida com bastante água e sabão o mais rápido possível, aplique antisséptico e procure uma unidade de saúde, orienta o Ministério da Saúde. O médico ou o enfermeiro decide se é preciso vacina, soro ou apenas observar o animal.

Se o agressor for um cão ou gato, a orientação é observá-lo por 10 dias, quando possível. Se ele adoecer, sumir ou morrer nesse período, avise o serviço de saúde na hora. Vacina e soro só são aplicados quando o médico ou o enfermeiro indica, conforme o protocolo do Ministério da Saúde.

Mordidas são comuns. Em 2025 o Sinan registrou 858.429 atendimentos antirrábicos, 647.080 deles após agressão por cachorro e 162.424 por gato. Em 752.024 atendimentos houve mordedura. A observação do animal foi a conduta indicada em 390.600 casos, a vacina em 253.340 e soro mais vacina em 110.494.

Cachorro vira-lata caramelo deitado à sombra na calçada em frente a uma unidade de saúde de paredes brancas e janelas azuis
Em 2025 o Sinan registrou 647.080 atendimentos antirrábicos após agressão por cachorro. Imagem ilustrativa.
Atendimentos antirrábicos humanos notificados no Brasil por ano, 2015 a 2025
Atendimentos antirrábicos humanos notificados no Brasil por ano, 2015 a 20252015: 622.947; 2016: 601.728; 2017: 665.247; 2018: 714.454; 2019: 738.259; 2020: 562.735; 2021: 625.152; 2022: 671.144; 2023: 720.131; 2024: 763.444; 2025: 858.4290250.000500.000750.0001.000.0002015622.9472016601.7282017665.2472018714.4542019738.2592020562.7352021625.1522022671.1442023720.1312024763.4442025858.429atendimentos

Fonte: Ministério da Saúde, Sinan Net (TabNet/DATASUS), Atendimento antirrábico humano, notificações por ano de notificação. Dados de 2024 e 2025 atualizados em 01/06/2026; 2025 sujeito a revisão.

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Labelatendimentos
2015622.947
2016601.728
2017665.247
2018714.454
2019738.259
2020562.735
2021625.152
2022671.144
2023720.131
2024763.444
2025858.429
Incorporar este gráfico
Atendimentos antirrábicos humanos por espécie do animal agressor, Brasil, 2025

Fonte: Ministério da Saúde, Sinan Net (TabNet/DATASUS), 2025 sujeito a revisão.

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Labelatendimentos
Cão647.080
Gato162.424
Morcego13.071
Macaco6.077
Herbívoro2.421
Raposa1.359
Outro25.997
Incorporar este gráfico
Atendimentos antirrábicos humanos notificados por estado em 2025
Estado de notificaçãoAtendimentos
São Paulo161.286
Minas Gerais99.291
Ceará60.094
Rio de Janeiro59.519
Bahia55.986
Paraná51.316
Pernambuco50.301
Rio Grande do Sul40.210
Santa Catarina36.088
Goiás31.952
Maranhão31.930
Pará27.298
Paraíba18.976
Piauí17.955
Amazonas15.532
Alagoas15.088
Distrito Federal14.605
Rio Grande do Norte14.079
Mato Grosso do Sul11.763
Mato Grosso10.980
Tocantins9.216
Sergipe7.153
Roraima6.039
Rondônia6.014
Acre3.156
Amapá2.553
Espírito Santo49
Brasil858.429
Conduta indicada nos atendimentos antirrábicos humanos, Brasil, 2025
Conduta indicadaAtendimentosParcela
Observação do animal (cão ou gato)390.60045,5%
Vacina253.34029,5%
Soro mais vacina110.49412,9%
Observação mais vacina52.2826,1%
Dispensa de tratamento15.6661,8%
Pré-exposição11.4431,3%
Esquema de reexposição3.7860,4%
Ignorado ou em branco20.8182,4%
Atendimentos antirrábicos humanos por animal agressor e ano, Brasil, 2015 a 2025
AnoCãoGatoMorcegoMacacoTotal (todos os animais)
2015511.92285.5714.2292.910622.947
2016494.76884.4333.9092.766601.728
2017532.051105.4765.3983.487665.247
2018563.116116.80810.9233.514714.454
2019580.849126.0396.9923.503738.259
2020447.85694.1204.8422.170562.735
2021494.587106.4804.5162.683625.152
2022525.060114.2736.3623.033671.144
2023564.902120.2797.1963.557720.131
2024591.276131.0979.1974.246763.444
2025647.080162.42413.0716.077858.429
Depois de mordida, arranhão ou lambida de morcego, macaco ou outro animal silvestre, procure atendimento o mais rápido possível, mesmo que o ferimento pareça pequeno. Nunca toque em morcego caído no chão ou agindo de forma estranha.

A raiva não é o único risco evitável para o cachorro. Mantenha longe do cachorro chocolate, uva, cebola, alho, uva-passa e produtos com xilitol. Veja mais no guia do dogeats.in em português.

Perguntas frequentes

Ainda existe raiva no Brasil?

Sim. Houve 4 casos de raiva humana em 2025 e 1 até junho de 2026, além de 13 cães com raiva em 2025. Mas o país não tem caso humano com variante do vírus típica de cães desde 2015.

Quantos casos de raiva humana tem por ano no Brasil?

De 0 a 11 por ano desde 2007. Foram 2 em 2023, 2 em 2024 e 4 em 2025, segundo o Ministério da Saúde. Em 1990 tinham sido 73.

Quem transmite raiva no Brasil hoje?

Principalmente morcegos e macacos. De 2010 a junho de 2026, morcegos causaram 22 dos 54 casos humanos e macacos 11; de 2023 a 2026, 7 dos 9 casos vieram de primatas, sobretudo saguis.

O que fazer após mordida de cachorro?

Lave a ferida com bastante água e sabão, aplique antisséptico e procure uma unidade de saúde, orienta o Ministério da Saúde. Se possível, observe o cão por 10 dias e avise o serviço de saúde se ele adoecer, sumir ou morrer.

Vacina antirrábica para cachorro é obrigatória?

Não encontramos lei federal que obrigue todo tutor; a obrigatoriedade depende de regras locais. O Ministério da Saúde recomenda vacinar cães e gatos todo ano, e a campanha de 2025 vacinou 77,6% da população canina estimada.

A vacina antirrábica para cachorro é gratuita?

Nas campanhas públicas do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva, feitas pelas prefeituras em 23 unidades da federação, sim. No Rio de Janeiro, a primeira etapa da campanha de 2026 teve 125 postos gratuitos. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo não fazem campanha em massa.

Raiva tem cura?

Quase nunca. A letalidade é de quase 100%, e só dois pacientes sobreviveram na história do Brasil. Por isso a vacina depois da exposição, quando indicada, não pode esperar sintomas.

Quantos cachorros tiveram raiva em 2025?

O Ministério da Saúde confirmou 13 casos de raiva em cães e 8 em gatos em 2025. Até junho de 2026 foram 6 cães e 2 gatos. Em 2002 tinham sido 635 cães.

Quantas pessoas são atendidas por mordida de cachorro no Brasil?

Em 2025 o Sinan registrou 647.080 atendimentos antirrábicos após agressão por cachorro, de um total de 858.429.

Metodologia e limitações

Os casos de raiva humana e animal vêm das páginas Raiva Humana, Raiva Animal e Cobertura vacinal de cães e gatos do Ministério da Saúde. Usamos também as tabelas em PDF ligadas a elas, atualizadas em 11/06/2026 e baixadas em 18 de outubro de 2026.

Os casos humanos por ano usam a Tabela 4 (1990 a 2026), e os casos por animal, a Tabela 2 (2010 a 2026). Os estados e as variantes vêm das Tabelas 1 e 3. Os casos em cães e gatos somam as linhas regionais das Tabelas 1 e 2 de raiva animal, que batem com os totais impressos.

A cobertura vacinal anual foi lida do gráfico com tabela de dados publicado pelo ministério na página de cobertura vacinal.

Os atendimentos antirrábicos vêm do Sinan Net, consultado no TabNet do DATASUS em 18 de outubro de 2026, por ano de notificação. Cruzamos espécie agressora, tipo de exposição, tratamento indicado e UF de notificação. Percentuais e variações foram calculados pelo dogeats.in.

Limitações. As tabelas do Ministério da Saúde são preliminares e às vezes discordam entre si. O texto da página cita 23 casos por morcegos e 205 cães com raiva de 2015 a 2026, enquanto as tabelas somam 22 e 211; usamos sempre as tabelas. Atendimento antirrábico não é caso de raiva: conta cada pessoa atendida após exposição a um animal. O Espírito Santo notificou só 49 atendimentos em 2025 no Sinan Net, então os totais nacionais estão subestimados. A cobertura vacinal de 2019 não é comparável, porque a campanha foi restrita. Não há neste relatório dados de raiva em bovinos e outros animais de produção, publicados pelo Ministério da Agricultura.

Fontes

  1. Ministério da Saúde: Raiva Humana, situação epidemiológica e Tabelas 1 a 5 (atualizadas em 11/06/2026), Casos humanos por ano, estado, animal e variante
  2. Ministério da Saúde: Raiva Animal e tabelas de raiva canina e felina 2015 a 2026, Casos em cães e gatos e variantes
  3. Ministério da Saúde, DATASUS: TabNet Sinan Net, Atendimento antirrábico humano (2015 a 2025), Atendimentos por ano, animal, tratamento e estado
  4. Também consultados: Ministério da Saúde: Cobertura vacinal de cães e gatos, Ministério da Saúde: Raiva, Correio da Manhã: Campanha de vacinação antirrábica tem início no sábado (6 de agosto de 2026).

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